16 de jul. de 2012

A IMPORTÂNCIA DO MORALISMO

O conteúdo a seguir foi originalmente elaborado para fazer parte integrante do blog de minha comunidade. Foi a postagem mais acessada de seu tempo, inclusive, teve reconhecimento por sua grande identificação com a comunidade. Infelizmente, por questões que não convém trazer à tona desta maneira, esta matéria foi repentinamente apagada. A parte triste seria a perda deste conteúdo tão esclarecedor de evangelização (não seria mais fácil apenas remover o meu nome da matéria?). Era uma grande perda para o Reino de Deus, mas agora, este conteúdo está disponível a você, e ninguém vai lhe tirar isto.

Moralismo ou santidade?

"Você quis dizer hipocrisia"
Google, sobre moralismo.

"Você quis dizer relativismo"
Google, sobre moralismo.

"Você quis dizer conveniência"
Google, sobre moralismo.

"...disse Jesus: sede moralistas como o Pai é moralista!"
Moralista, sobre moralismo.

"Saia já da internet! Isso é imoral!"
Moralista, sobre moralismo.

"Raça de víboras!!!!"
Jesus Cristo, sobre moralistas.

"Você quis dizer fariseu"
Google, sobre moralista.

"Eu adoro eles!"
Demônio, sobre moralistas.

"Não fale em demônio! Não aprenda sobre ele! Isso é imoral!"
Moralista, sobre declaração acima.

"Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai!"
Jesus Cristo, sobre declaração acima.

"Crucifica-o!!!"
Moralista, sobre declaração acima.

"Devemos ser santos, mas não certinhos"
Verdadeiro cristão, sobre moralismo.

"Graças te dou, ó Deus, porque não sou como esses adoradores extravagantes!"
Moralista, sobre frase acima.

"Caaaaalem-se! Caaaaaalem-se! Caaaaaalem-se! Vocês me deixam loooooooooouco!"
Quico, sobre moralistas.


Geralmente quando se fala em fé, é estranho como logo vem à mente das pessoas a moral, que, por sua vez, vem acompanhada de "bons costumes", mas, que bons costumes seriam estes? Qual é a referência para saber se um costume é bom ou não? E o que isso tem a ver com fé? É aí que a porca torce o rabo...

Vejamos, para muitos é perfeitamente aceitável que um homem faça sexo com todas as suas namoradas, porém, é estranhamente "imoral" uma mulher que assume este comportamento, estranho, não é? Há quem considere mini-saias imorais, outros não... Da mesma forma, há quem ache a internet imoral, mas não vê problema nenhum em assistir TV, por outro lado, há quem nem aceite TV e rádio em casa, por causa da moralidade! Assim, conclui-se que a moral é extremamente relativa, não há referência nem limite. Cada um forma sua "moral" conforme lhe convém. Em alguns ambientes a moral ganha tanta força, que as pessoas seguem "regras morais" sem ao menos saber qual o objetivo delas. Podemos observar isso nos fariseus da época de Jesus: eles tinham uma série de costumes e rituais, e os seguiam todos, decoravam algumas centenas de mandamentos e, por isso, eram admirados pela sua sociedade. Sim, fariseus não eram pessoas malvadas, pelo contrário, eram muito "bonzinhos", conheciam toda Torá, a ensinavam ao povo, eram uma referência para todos. Fariseus estavam entre "as melhores pessoas que havia". Mas, quem seriam os fariseus modernos? Ora, basta procurar entre pessoas cheias de costumes e rituais sem sentido, que gostam de ser cumprimentados por todos e zelam por sua "boa reputação", aliás, alguns deles se enfurecem menos com quem lhes bate na cara do que com quem lhes atrapalha a boa reputação. Fariseus são da turma do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (nesta hora eu me pergunto, por que eu deveria fazer o que você diz, se nem você faz?¿?). Adoram impor sobre os outros regras que eles não seguem, e ensinam a própria opinião como se fosse "mandamento sagrado". Infelizmente, as pastorais, movimentos e ministérios de todas as denominações cristãs estão repletos destas pessoas, que são tão boazinhas, sorridentes, legaizinhas e se aplicam quase exclusivamente em seguir sua "perfeita conduta moral".

Algumas coisas no universo dos moralistas são de arrepiar os cabelos do sovaco! Vou citar o exemplo de um certo moralista que tinha o costume de repreender constantemente todos na Igreja, não parava de falar que "isso é feio", "aquilo não pode", "não sei o que lá é pecado"... entretanto, quando lhe convinha, não exitava em proferir com todas as letras e em alto e bom som um "C*RALHO!", isso sem contar outras frases e piadas de conotação sexual, feitas por ele. Também não é raro ver líderes repreendendo membros da igreja por causa de suas roupas e, por baixo dos panos, tendo casos sexuais com pessoas de dentro e de fora da comunidade. Tem até igrejas que não permitem que o sujeito pregue se ele estiver sem paletó... então quer dizer que a Palavra de Deus é menos importante que o paletó? Moralistas adoram apontar o dedo e repreender nos outros, posturas que eles também tomam, só não admitem.

Mas o que é mais bizarro é quando usam a moralidade para defender suas opiniões e gostos pessoais, como um certo bispo, que proibiu em toda sua diocese que as pessoas batessem palmas na igreja, pode? Não podemos esquecer dos moralistas micareteiros, que espalham aos quatro ventos que “o rock é do diabo” como se isso fosse ensinamento da Igreja, tudo isso só pra defender gostos pessoais. Ninguém merece.

É exatamente este tipo de postura que Jesus criticava! Usar moralidade para massacrar, oprimir, excluir, impor-se e acomodar-se. Jesus nos mandou ser santos, e não moralistas, e a referência que deu para nós foi Deus, sua palavra, seus mandamentos, mais nada. Para mostrar isso, por diversas vezes quebrou os costumes dos fariseus: fazendo aos sábados coisas que “não eram permitidas”, como curar e colher alimento, conversava e chegava até a tocar pessoas “impuras”, visitava a casa de pecadores, comia com eles, seus seguidores comiam sem lavar as mãos... e isso para os moralistas era um ABSURDO! Da mesma forma que, para fariseus modernos, é um absurdo ir à igreja de bermuda (ainda que seja longa), cantar músicas animadas para Deus, orar em voz alta, gritar para Deus, aplaudi-Lo e Dançar para Ele... eles ficam loucos! Não aceitam que podemos ir pra baladas, cinemas e parques, e que não há problema nenhum nisso. Até Jesus pegou uma balada, e tomou vinho! Basta conferir no episódio das Bodas de Caná, gente, aquilo era uma festa! Jesus não foi pra pregar, Ele foi pra curtir! “Esse cara não pode ficar nos contrariando assim, se ele continuar com isso, logo as pessoas não nos respeitarão mais, perderemos o prestígio e os nossos postos sociais! Temos que dar um jeito de fazê-lo parar!” Este pensamento, infelizmente, era o que os moralistas tinham a respeito de Jesus, e é o que eles têm hoje, a respeito dos “santos de calça jeans”.

As palavras de Deus a Adão e Eva continuam ecoando para nós hoje: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore que está no meio do jardim”. Obviamente, isso significa que podemos curtir as coisas boas da vida, desde que não pequemos. Podemos fazer de tudo, desde que não contrarie os Mandamentos de Deus, desde que não contrarie sua Palavra, santidade é isso. Moralidade, porém, é um jugo, uma barreira, que traz infelicidade nesta vida e condenação na vida eterna, Jesus já dizia aos moralistas: ”Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar”, e é isto que fazem ainda hoje.

Concluindo, vamos partilhar da palavra de um homem de Deus, sobre o que é ser santo no nosso tempo:

"Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot-dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos."

Papa João Paulo II.

Busquemos, portanto, a santidade, obedecendo a Palavra de Deus,, que nos leva à felicidade nesta vida e Salvação na Vida Eterna, e não à moralidade, que não leva ninguém a nada.

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